Estratégias para promover a saúde do colaborador na empresa

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Funcionários fazendo ginástica laboral para ter boa saúde do colaborador

Estratégias para promover a saúde do colaborador na empresa 

Promover a saúde do colaborador não deve ser visto como uma iniciativa isolada e sim uma estratégia feita a partir de um conjunto de ações da empresa. Visando a construção de empresas mais humanas, produtivas e sustentáveis. 

É sabido que tanto desafios físicos quanto emocionais afetam diretamente o desempenho das equipes, investir no bem-estar dos profissionais se torna uma prioridade para líderes e profissionais de RH. 

Também, é relevante considerar que a saúde no ambiente corporativo vai além da ausência de doenças, ela envolve o equilíbrio no contexto organizacional. Afinal é impossível evitar que colaboradores fiquem doentes em 100% dos casos, contudo, a empresa pode proporcionar um ambiente saudável para que o trabalho não seja a causa, além de incentivar outras ações de cuidado com a saúde, refletindo na motivação, no clima interno e na capacidade de inovação das equipes. 

Empresas que compreendem esse movimento saem na frente: criam culturas mais engajadas, reduzem o absenteísmo e se tornam mais atrativas para os melhores talentos do mercado.

Neste artigo, vamos apresentar estratégias práticas para transformar a saúde organizacional em um diferencial competitivo, caminhos reais para integrar bem-estar à rotina da empresa e fortalecer o desempenho do negócio a longo prazo.

Importância de cuidar da saúde do colaborador 

A saúde dos colaboradores não é um tema de interesse apenas das empresas, mas também do Ministério da Saúde que se debruça sobre o tema. 

Neste aspecto existem orientações em diversos sentidos, mas especialmente considerando os empregados em trabalhos de risco como os que lidam diariamente com substâncias químicas que afetam a saúde e outras atividades que implicam uso EPIs, por exemplo. 

Todavia, apesar do recorte dado, a definição de saúde do trabalhador oferecida pelo Ministério dá um ótimo norte de como entender qual a responsabilidade das empresas ao olhar para a saúde de seus funcionários. 

A saúde do trabalhador, enquanto uma área da saúde classificada pelo Ministério da Saúde, estuda como o trabalho afeta a saúde das pessoas. Ela entende que tanto a saúde quanto a doença são processos que mudam com o tempo e estão muito ligados ao tipo de trabalho que o colaborador realiza. O jeito como os trabalhadores, seja no setor formal ou informal, estão expostos ao ambiente de trabalho pode afetar sua saúde, gerando doenças.

Entendendo que nenhum colaborador está ileso, ou seja, sua saúde e as doenças que possa desenvolver estão relacionadas ao trabalho que desempenha, a empresa pode mapear quais riscos o seu ambiente de trabalho oferece e como mitigá-los. Então está a importância de olhar para a saúde do colaborador. 

Como complemento, de forma prática e regulatória, a NR 01 irá estabelecer as diretrizes exatas para a segurança e saúde no trabalho que as empresas devem se atentar. A norma foi atualizada em 2024 e as alterações passaram a valer em  maio de 2025. 

NR-01 – Alterações em vigor para 2025

A Norma Regulamentadora nº 01 (NR 01) estabelece as disposições gerais e as diretrizes para a gestão da segurança e saúde no trabalho em qualquer organização. Serve como norma-base para todas as demais NRs e define, entre outros pontos, os princípios do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que são obrigatórios para a maioria das empresas. 

Em essência, ela orienta como identificar, avaliar e controlar riscos à saúde relacionados ao trabalho.

Em maio de 2025, entraram em vigor atualizações importantes promovidas pelas portarias MTE nº 342 e 344, de 2024.  

Entre as principais alterações estão:

  • Direito de recusa ampliado:

    O trabalhador passa a ter respaldo formal para interromper imediatamente suas atividades sempre que perceber uma situação de risco grave e iminente à sua saúde ou vida. Além disso, a norma garante que não haja qualquer tipo de retaliação ou consequência injustificada por essa decisão. O empregador não pode exigir o retorno às atividades até que os riscos sejam efetivamente eliminados ou controlados. (Tratados dos itens 1.4.3; 1.4.3.1 e 1.4.3.2)

     

  • Dever formal de comunicação de risco:

    Sempre que perceber uma situação de risco grave, o trabalhador tem agora o dever de comunicar imediatamente seu superior, reforçando a responsabilidade compartilhada na prevenção. (Item 1.4.3.3)

     

  • Atualização e ampliação do glossário:

    O glossário da NR 01 foi revisado e ampliado, incorporando definições alinhadas a normas internacionais (ISO, IEC e normas europeias harmonizadas). Isso facilita a interpretação dos termos, reduz inseguranças jurídicas e aproxima as empresas das melhores práticas globais de gestão de risco. Pode ser conferido no Anexo I da NR

     

  • Reforço na digitalização:

    Pensando na desburocratização e simplificação dos processos, os documentos previstos na NR podem ser emitidos e armazenados digitalmente desde que no âmbito do ICP-Brasil. (Itens de 1.6.1 a 1.6.5)

     

  • Fortalecimento do PGR:

    As obrigações relativas ao Gerenciamento de Riscos ficaram mais robustas, exigindo das empresas maior rigor na atualização do inventário de riscos e dos planos de ação. Isso inclui considerar mudanças tecnológicas, organizacionais, acidentes ou qualquer alteração que impacte os riscos. (Itens 1.5.4.4.6; 1.5.5.2 e 1.5.7.3.3) 

Como as empresas podem promover a saúde do colaborador no dia-a-dia? 

Promover a saúde do colaborador na prática exige mais do que boas intenções ou ações pontuais. É necessário estruturar iniciativas que dialoguem com a realidade da empresa e com as necessidades do time, desde políticas internas, tal qual um day off de aniversário para oferecer mais descanso, até ações cotidianas que reforcem uma cultura de bem-estar.

Lembre-se que por mais que o ambiente de trabalho não ofereça risco direto- não expõe funcionários a produtos químicos, por exemplo- ele pode resultar em doenças do trabalho. Um escritório pode gerar lesões por esforços repetitivos (LER) também referida como DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) ou mesmo um Burnout, se tiver grande carga de estresse ou lideranças despreparadas.

Para promover saúde do colaborador na empresa, pensaremos em três pilares:

  • Saúde física no ambiente corporativo;
  • Promoção da saúde mental e emocional;
  • Flexibilidade e autonomia na rotina;

1. Saúde física no ambiente corporativo

O corpo é o primeiro a dar sinais de excesso, negligência ou desequilíbrio. Quando ignoramos esses alertas, os impactos aparecem em forma de afastamentos, queda de energia, baixa produtividade e até acidentes de trabalho.

No ambiente corporativo, cuidar da saúde física significa criar condições para que o colaborador tenha mais qualidade de vida dentro e fora do expediente.

Algumas ações dentro da empresa estimulam este cuidado com o corpo e melhoram a disposição e saúde do colaborador:

Ginástica laboral

Parece batido, mas pausas para exercícios simples e alongamentos no meio da rotina evitam dores musculares por estarem muito tempo na mesma posição, seja sentado ou de pé, e até mesmo fortalece o corpo daqueles que não fazem outra atividade física fora da empresa. Também serve como um momento de descontração e alívio da ansiedade. 

Ergonomia adequada

Comece com a análise do posto de trabalho e a adaptação dos mobiliários e equipamentos às necessidades físicas dos colaboradores, garantindo postura correta e conforto durante a jornada. Isso inclui cadeiras com regulagem, mesas na altura ideal, suportes para telas e treinamentos sobre boas práticas de ergonomia no dia a dia. Esta simples ação pode evitar dores nas costas, ombros e lesões. 

Estímulo à pausas

Manter a mesma atividade por horas não é saudável nem para o corpo nem para a mente. Fazer pausas ao longo do dia é importante para a saúde, assim como se alimentar e beber água nestas pausas. 

E faz parte das obrigações legais da companhia manter EPI adequado para as funções que necessitem garantindo a saúde física dos funcionários. Assim como na admissão ter o exame admissional, manter o exame periódico em dia e sempre fazer o demissional quando um trabalhador sai da companhia. 

Cuidar da saúde física

Além disso, oferecer benefícios que facilitem o acesso a atividades físicas , tal qual convênio com academias ou subsídios para práticas esportivas reforça o compromisso da empresa com o bem-estar dos seus colaboradores. 

Quando a organização se posiciona como parceira nesse cuidado, ela não apenas promove saúde, mas também fortalece o vínculo com o colaborador e a percepção de valor em relação à empresa.

Se a sua empresa ainda não oferece um benefício aliado à saúde física e bem-estar dos colaboradores, conheça o Wellhub (antigo Gympass) , novo parceiro da Vallora Benefícios. 

Conheça o novo parceiro Vallora- Wellhub 

Sabia que o bem-estar é tão importante quanto o salário? e que os colaboradores de fato levam este aspecto em conta na hora de procurar um novo emprego?

O estudo Panorama do bem-estar corporativo 2025 do Wellhub revela que: 92% dos participantes consideram o bem-estar tão importante quanto salário e 94% dos respondentes disseram que levarão em conta apenas empresas que claramente priorizam o bem-estar ao procurar seu próximo emprego. 

Em resumo, o bem-estar dos funcionários deve ser uma preocupação das lideranças das empresas tanto quanto pagar bem e manter boas decisões de mercado para que a empresa prospere. Pelo que a pesquisa indica, o olhar para a saúde do colaborador de modo integral é uma nova tendência que não pode ser ignorada. E no pilar de saúde, o parceiro Wellhub auxilia as empresas. 

Trata-se de uma plataforma completa de bem-estar corporativo que potencializa a jornada de saúde dos colaboradores das empresas clientes. 

São mais de 30.000 academias e estúdios disponíveis em todo o país para atividade física. Além de apps de mindfulness, terapia, nutrição, controle do sono, saúde reprodutiva e saúde financeira a depender do que a empresa contrata para os seus funcionários. É uma rede de cuidado que vai além do exercício físico. 

Para o colaborador, os planos custam entre 30 e 60% menos do que uma mensalidade tradicional em academias e ainda podem usufruir do plano digital gratuito com aulas ao vivo de exercícios e apps em todas as categorias de bem-estar. 

Quer conhecer mais? Entre em contato com a Vallora e garanta as melhores condições na contratação 

2. Promoção da saúde mental e emocional 

O segundo pilar da saúde do colaborador é a saúde mental e emocional. 

Para promover saúde mental e emocional, as lideranças precisam ir além de oferecer apoio psicológico ou criar campanhas em datas específicas como setembro amarelo, sem ignorar estas ações. Entretanto, promover saúde emocional é construir um ambiente onde as pessoas possam ser ouvidas, respeitadas e acolhidas em sua complexidade, sem medo de julgamento ou punição.

Esse cuidado começa pela cultura organizacional e se sustenta na qualidade das relações. Lideranças empáticas, canais abertos de escuta, segurança psicológica e equilíbrio entre demandas e capacidades são pilares que previnem o adoecimento emocional. 

Recursos como apoio terapêutico, programas de inteligência emocional, treinamentos sobre saúde mental são importantes mas sozinhos, sem uma cultura de empatia, podem não serem suficientes para prevenir o adoecimento mental decorrente das atividades laborais. 

Neste cenário, os líderes podem ser capacitadas para reconhecer sinais de estresse e ansiedade entre os trabalhadores. Oferecer treinamentos sobre saúde mental para gestores e trabalhadores é uma excelente maneira de iniciar esse processo, permitindo que todos compreendam a importância do tema e saibam como agir em situações de crise.

Ação prática de saúde emocional

Como ação prática investa em programas de apoio psicológico, tal qual sessões de terapia oferecidas pela empresa ou parcerias com profissionais de saúde mental. Ainda, programas de mindfulness, meditação e pausas durante o expediente também auxiliam na redução do estresse.

O VCuida, por exemplo, benefício de cuidado criado pela Vallora para as empresas, que se preocupam com a saúde do colaborador, une saúde física e mental. Oferece teleconsultas ilimitadas em mais de 27 especialidades, desconto em farmácias e 4 sessões de terapia mensais para favorecer a saúde emocional dos seus funcionários. 

A saúde mental no ambiente de trabalho é um tema complexo e multifacetado. Não é de total responsabilidade da empresa como está a saúde de um colaborador, entretanto, a companhia pode colaborar para melhorá-la. 

Ao investir em programas de promoção da saúde mental, as empresas podem criar um ambiente de trabalho mais saudável e engajador. Líderes, colaboradores e empresas como um todo saem ganhando com essa mudança de cultura

3. Flexibilidade e autonomia na rotina 

Ter mais flexibilidade e autonomia na rotina de trabalho atende a uma demanda contemporânea por equilíbrio entre vida profissional e pessoal, por consequência impacta positivamente na produtividade e na satisfação no trabalho.

A flexibilidade no trabalho, que inclui a possibilidade de adaptar horários, locais e métodos de trabalho, permite que os colaboradores gerenciem melhor suas responsabilidades pessoais e profissionais. 

Geralmente uma rotina flexível reduz o estresse, portanto há um ganho direto na saúde emocional. E, ainda, é um incentivo aos cuidados básicos com a própria saúde do colaborador, tornando-se mais fácil fazer exames de rotina e ir a consultas médicas, questões que com horários rígidos de trabalho seriam mais difíceis. 

Já a autonomia laboral, liberdade para tomar decisões sobre as próprias tarefas e horários, em geral, fortalece a autoestima profissional do trabalhador. Ela está associada a uma maior satisfação no trabalho e a um ganho direto no bem-estar mental.

Implementar políticas que promovam flexibilidade e autonomia requer um compromisso genuíno da liderança em construir uma cultura organizacional baseada na confiança e no respeito mútuo. Ao oferecer essas condições, as empresas não apenas cuidam da saúde mental e emocional de seus colaboradores, mas também se tornam mais atrativas e competitivas no mercado.

Ter uma rotina com autonomia e flexibilidade é parte da estratégia de promover a saúde dos colaboradores na empresa. E claro, não quer dizer entrar e sair a qualquer horário sem cumprir a carga horária e nem deixar tarefas para trás, é dar flexibilidade mas ainda ter regras. 

Indicadores e métricas para avaliar o bem estar corporativo

Se há uma preocupação na empresa em implementar novas ações voltadas à saúde dos trabalhadores, estas precisam ser acompanhadas para entender se estão gerando o resultado esperado. Portanto o RH precisa elaborar  indicadores e métricas para medir o impacto das ações.

Os principais indicadores gerais que retratam o bem estar corporativo, e sua operação pode adaptar, são:

Índice de absenteísmo

Importante acompanhar se há redução nas faltas no trabalho, sendo que o maior motivo costuma ser questões de saúde. Com incentivo ao cuidado da saúde integral somado a um ambiente de trabalho saudável, a saúde do colaborador tende a melhorar e esse índice a cair. 

E-NPS das equipes

A pesquisa de E-NPS é uma pesquisa de satisfação interna, nela o RH pode colocar perguntas sobre o bem-estar no ambiente de trabalho e até sobre a saúde individual dos colaboradores para mapear riscos e oferecer soluções. Com os resultados é possível ter um indicativo da satisfação dos funcionários com a promoção de saúde pela empresa. 

Taxa de redução de licenças médicas por doenças do trabalho

Calcule quantos afastamentos por doenças do trabalho teve após a aplicação de ações de saúde e se esse número reduziu, qual foi a taxa de redução. 

Lembre-se que nem toda doença relacionada ao trabalho será resolvida de forma simples, um burnout por exemplo pode começar a partir de assédio moral e a investigação terá que ser mais profunda. Mas criar um ambiente saudável pode ser um dos objetivos da empresa. 

Taxa de aumento da produtividade das equipes

Só dizer que seus funcionários ficaram mais produtivos é uma medida imprecisa, por isso calcular uma taxa é uma boa escolha. Pense na quantidade de entregas de complexidade parecida entregues no período anterior ao das ações de saúde e se teve um aumento e qual foi esse aumento. 

Aqui é importante considerar que a produtividade é afetada positivamente ou negativamente por outros fatores e não é seguro avaliar a efetividade de uma ação de saúde apenas por esta métrica, ela deve estar associada a outras. 

Engajamento com as ações

Imagine que a empresa implementa a ginástica laboral não obrigatória para evitar problemas articulares e dores musculares. Um dos sucessos da ação vai ser a adesão dos colaboradores, se realmente participam dos momentos de ginástica. Sem a participação não há porque mantê-la. 

Perguntas frequentes 

O que é a saúde do trabalhador?

É a área que estuda como as condições e a organização do trabalho afetam a saúde física e mental dos trabalhadores. Ela busca prevenir doenças e promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Qual o papel do RH na saúde mental dos colaboradores?

O RH pode criar políticas de saúde mental, oferecer recursos de apoio emocional e fomentar uma cultura de acolhimento e escuta ativa. Também atua na formação de líderes conscientes e na construção de um ambiente psicologicamente seguro. 

Conclusão

A saúde dos colaboradores e da companhia andam lado a lado. Com funcionários saudáveis é possível que o ambiente de trabalho esteja em maior harmonia, além de reduzir o absenteísmo e as licenças e aumentar a produtividade. 

Promover a saúde dos colaboradores é muito mais do que cumprir uma obrigação legal ou seguir uma tendência de mercado. É uma decisão estratégica que impacta diretamente o presente e o futuro da empresa. Organizações que cuidam genuinamente de seus times colhem resultados que vão além dos números.

Investir em saúde física, mental e emocional, oferecer flexibilidade e autonomia, e acompanhar os impactos por meio de métricas claras são pilares importantes para transformar o cuidado em cultura. Não se trata de implantar ações isoladas, mas de construir um ecossistema de bem-estar.

No fim, empresas saudáveis nascem de colaboradores que se sentem bem, conectados e engajados. E esse movimento começa com a escolha consciente de líderes e RHs que entendem que cuidar das pessoas é cuidar do negócio.

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