Saúde financeira pessoal: cuidado com as finanças para cuidar da mente

Crédito
Pessoa colocando uma moeda em cofre de porquinho ao lado de pilhas de moedas, planilhas financeiras e computador, simbolizando saúde financeira pessoal e controle de finanças.

Entenda por que a saúde financeira pessoal é um pilar para prevenir adoecimento mental e melhorar a qualidade de vida.

No mês de setembro, divulga-se a iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria, a campanha do Setembro Amarelo com intuito de reduzir o estigma sobre o suicidio, cuja associação estima que no Brasil giram em torno de um milhão de casos ao ano.  Praticamente todos os casos são ligados a doenças mentais não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Ou seja, com informação e acesso a tratamento, muitos poderiam ser evitados. 

O adoecimento mental pode ter causas biológicas, ligadas ao estresse, excesso de trabalho, padrões restritivos de pensamentos, entre outros e até ao tema que vamos abordar hoje, a saúde financeira. Apesar da pauta menos falada, as finanças podem causar ansiedade, depressão e insônia. 

Uma pesquisa feita pelo Serasa , em agosto de 2025, em parceria com o Instituto de pesquisa Opinion Box, mostra que em torno de 84% dos brasileiros associam a falta de saúde mental a problemas financeiros. Segundo o levantamento, a saúde financeira pessoal ruim afeta o humor e a estabilidade emocional, autoestima, energia e disposição e a concentração no trabalho e/ou estudos. 

Ainda, 70% dos participantes apontaram já terem perdido o sono por conta de dívidas e 65% tentam esconder suas dificuldades financeiras de outras pessoas, o que não é o melhor caminho para lidar com o adoecimento mental nem com a dificuldade financeira. Muitas vezes a melhor forma de se reestruturar é pedindo ajuda. 

O que é saúde financeira pessoal? 

A saúde financeira pessoal é o equilíbrio entre ganhos, gastos e planejamento de futuro, de modo que a pessoa consiga atender suas necessidades básicas, manter estabilidade e ainda se preparar para imprevistos. Mais do que simplesmente “ter dinheiro”, trata-se de organizar a vida financeira de forma consciente: controlar despesas, evitar endividamento excessivo, construir uma reserva de emergência e estabelecer metas realistas para conquistas futuras.

Quando existe saúde financeira, a pessoa sente maior segurança e autonomia em suas escolhas, reduzindo o estresse e a ansiedade ligados ao dinheiro. O que cria espaço para decisões mais tranquilas, melhora a qualidade de vida e contribui para o bem-estar emocional, já que o controle do dinheiro impacta diretamente a forma como enfrentamos os desafios do dia a dia.

Impacto da falta de saúde financeira pessoal na saúde mental

O último levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), de julho de 2025, apontou para o maior percentual de famílias endividadas alcançado desde junho de 2024, atingindo o patamar de 78,5%.

São 78,2 milhões de pessoas negativadas, o maior número bruto desde 2016, segundo a Serasa Experian. 47,9% da população adulta está inadimplente. Especialistas em economia, para a Gazeta do Povo, explicam que a problemática é uma junção do orçamento familiar apertado, com juros altos, busca por crédito de curto prazo que criam um ciclo vicioso. Além do crescimento das apostas online, bets. 

Esse cenário coletivo de falta de saúde financeira pessoal e considerando os impactos para a saúde mental, pode gerar mais adoecimento. 

A pesquisa feita pelo Serasa citada anteriormente, mostra que além de adoecer, o fator financeiro se torna um obstáculo para buscar ajuda. 49% dos respondentes já deixaram de buscar terapias ou consultas de saúde mental por não conseguirem pagar

Além da dificuldade de acesso aos recursos de saúde em casos de necessidade, por falta de dinheiro, o estresse financeiro prolongado pode agravar problemas como ansiedade, depressão e insônia; desgastar relacionamentos pessoais e familiares e prejudicar a capacidade de tomada de decisão.

Quando alguém está constantemente preocupado com dinheiro, a parte do cérebro responsável pelo julgamento e tomadas de decisão tende a ficar sobrecarregada, dificultando avaliar alternativas de forma lógica e com equilíbrio. 

Também, sob estresse, as pessoas tendem a tomar decisões financeiras por impulso como aceitar empréstimos de alto custo, ou mesmo recorrem às apostas na esperança de ganhar e quitar as dívidas. 

Como o endividamento e a falta de recursos geram sofrimento emocional?

O endividamento e a falta de recursos financeiros impactam diretamente o bem-estar emocional porque geram uma constante sensação de insegurança. Quando uma pessoa não consegue pagar suas contas ou sente que não terá dinheiro suficiente para cobrir necessidades básicas, como moradia, alimentação e saúde, o cérebro permanece em estado de alerta, liberando hormônios ligados ao estresse. Isso se traduz em sintomas como insônia, dificuldade de concentração, irritabilidade e ansiedade. 

Além disso, as dívidas costumam estar associadas a sentimentos de vergonha, culpa e baixa autoestima. Muitas pessoas evitam falar sobre suas dificuldades financeiras com familiares e amigos, o que intensifica a solidão e o isolamento. Essa pressão interna pode levar a um ciclo de pensamentos negativos, como a sensação de fracasso ou incapacidade de prosperar, prejudicando tanto a vida pessoal quanto profissional. Em casos mais graves, a sobrecarga emocional causada pelo endividamento pode desencadear quadros de depressão.

A pesquisa O impacto das finanças na saúde mental do brasileiro do Serasa na edição de 2024, mostra como o endividamento a falta de recursos financeiros afetam em três principais âmbitos na vida das pessoas:

  • Qualidade de vida;
  • Relações pessoais e;
  • Ambiente de trabalho.

Qualidade de vida 

No aspecto de qualidade de vida, segundo a pesquisa, os brasileiros afirmaram desenvolver , a partir do endividamento e estresse financeiro:

80% picos de estresse

79% Cansaço/desânimo frequente

75% insônia/dificuldade para dormir 

Relações pessoais 

Já nas relações pessoais, as principais consequências foram:

72% Sentir-se mal por pedir dinheiro emprestado para amigos ou familiares

69% Evitar ter conversas sobre dinheiro 

61% Isolar-se evitando contato com amigos 

Ambiente de trabalho 

No trabalho, afeta a concentração e muitos colaboradores perdem o propósito do porque estão na empresa e podem reduzir seu rendimento. 

Na pesquisa, os entrevistados apontaram que:

76% Passaram a trabalhar pensando apenas nas contas a pagar 

73% Não conseguem pedir ajuda, achando que podem resolver tudo sozinhos.

As empresas podem oferecer soluções tal qual o adiantamento salarial como auxílio para reorganização financeira do colaborador, além de benefícios de saúde mental para acesso a terapeutas. 

Já vimos que saúde mental e saúde financeira pessoal andam juntas e afetam diretamente o desempenho no trabalho, por isso é um tema relevante para os líderes e RHs.   

Estratégias práticas para ter mais saúde financeira pessoal

E como sair do desespero de apenas acumular dívidas e ter mais saúde financeira refletindo em uma boa saúde mental? 

Construímos um pequeno guia com algumas dicas que podem ajudar sua equipe:

1. Definir metas claras e alcançáveis

Ter objetivos financeiros bem definidos é o primeiro passo para organizar a vida financeira. Pode ser juntar dinheiro para quitar uma dívida, comprar um imóvel ou montar uma reserva de emergência. Quando a meta é mensurável, é possível acompanhar o progresso e manter a motivação, reduzindo a ansiedade causada pela falta de direção.

O dinheiro não precisa ser apenas para fechar as contas do mês, caso não tenha dívidas, o planejamento pode ser para fazer passeios, pagar um curso ou realizar objetivos.

2. Criar e acompanhar um orçamento mensal

Saber para onde vai cada real é essencial. É importante montar uma planilha ou usar aplicativos para registrar receitas e despesas. Esse acompanhamento ajuda a identificar gastos desnecessários e dá clareza sobre sua realidade financeira, evitando a sensação de “dinheiro sumindo”. O controle do orçamento traz segurança, fator fundamental para reduzir o estresse financeiro.

Muitas vezes o gasto com restaurantes ou itens não essenciais que parecem pequenos no dia-a-dia na soma do mês representam uma quantia significativa e só dar para ter dimensão com o acompanhamento do seu orçamento mensal. 

3. Uso do crédito de forma consciente

Cartão de crédito e financiamentos podem ser aliados, mas apenas se utilizados com responsabilidade. Evite usar crédito como extensão da renda e sempre avalie se a parcela cabe no orçamento sem ultrapassar 25% da sua renda. Dessa forma, você não se prende a dívidas longas e juros altos, que são grandes fontes de preocupação mental.

Antes de procurar um banco, veja se a sua empresa não oferece soluções de crédito como o adiantamento salarial que pode ajudar em algum mês que o orçamento precisa de um aumento temporário. Essa opção pode ser mais barata do que as oferecidas pelas instituições financeiras. 

4. Gerenciar e renegociar dívidas

Ignorar dívidas só aumenta a bola de neve. Admitir o problema, negociar condições melhores e definir um valor mensal que caiba no orçamento é um bom caminho. Com o Open Finance, por exemplo, o colaborador pode compartilhar seus dados financeiros com qualquer banco que queira pegar um financiamento e ter as melhores taxas de juros, mesmo que ele já tenha dívida em alguma outra instituição pode ser mais barato migrar de banco, vale a reavaliação. 

Se receber um dinheiro extra por algum trabalho freelancer, FGTS de aniversário ou bônus da empresa, oriente que ele priorize a quitação de débitos. Essa atitude prática alivia a carga emocional e devolve a sensação de controle. Primeiro o pagamento de contas, depois outros investimentos. 

5. Poupar regularmente, mesmo que pouco

Não esperar sobrar muito para começar a guardar, 50 ou até 20 reais no mês podem fazer a diferença no futuro. Poupar pequenas quantias já cria o hábito e, com o tempo, constrói segurança. Uma reserva de emergência equivalente a 3 a 6 meses de despesas é um dos maiores fatores de tranquilidade financeira, pois ajuda a enfrentar imprevistos sem desespero.

6. Investir no futuro e no conhecimento

Após organizar as contas e criar uma reserva, começar a investir. Conhecer os tipos de investimento, entender os riscos e retornos e escolher opções adequadas ao perfil dele. Além disso, buscar sempre aprender sobre finanças pessoais. 

Informação é a chave para tomar decisões seguras, evitando cair em promessas de ganho fácil.

7. Adaptar-se às fases da vida

As prioridades mudam ao longo dos anos: estudo, carreira, família, aposentadoria. O planejamento deve acompanhar essas transições, sem abrir mão do equilíbrio. Lembrar-se de colocar a qualidade de vida no centro: cuidar da saúde financeira é também cuidar da sua saúde mental.

Como as empresas podem promover mais saúde financeira para os colaboradores 

O primeiro ponto relevante para as empresas é a educação financeira. Considerando que a saúde financeira pessoal impacta na saúde mental e rendimento no trabalho, em alguns contextos corporativos pode ser importante investir na educação dos colaboradores. 

Para isso, as companhias podem incluir programas de capacitação que ensinam conceitos básicos como orçamento, controle de gastos, aquisição de crédito consciente e investimentos. Os formatos variam desde Workshops mais práticos, palestras pontuais ou treinamentos periódicos que ajudam a criar uma cultura de responsabilidade financeira.

Outro caminho é oferecer acesso a conteúdos digitais, como ebooks, newsletters, podcasts ou plataformas de educação financeira. Esse tipo de material permite que os colaboradores aprendam de forma contínua e no próprio ritmo, ampliando o alcance e reduzindo o custo da iniciativa. Outra ideia prática, é disponibilizar assinaturas ou descontos em aplicativos de gestão financeira como um benefício.

Para os momentos em que os colaboradores precisam de crédito, pois nem sempre a educação financeira basta para garantir saúde financeira pessoal, as empresas podem oferecer benefícios que apoiem diretamente como o adiantamento salarial. Essas medidas aliviam o estresse imediato.

Por fim, durante as reuniões individuais e momentos de troca entre líderes e liderados, é possível promover um ambiente de diálogo aberto sobre finanças, tratando o tema com naturalidade. 

Alinhar a educação financeira às ações de bem-estar corporativo fortalece o vínculo entre colaboradores e a empresa. 

Como a Vallora pode ajudar sua empresa a promover saúde financeira pessoal 

A saúde financeira pessoal está diretamente ligada com saúde mental. Assim como o endividamento, necessidades financeiras e má gestão das finanças impactam na saúde mental, questões como ansiedade e depressão e outros transtornos de ordem mental podem levar a escolhas impulsivas e más decisões financeiras. Portanto, tanto a saúde mental deve ser tratada e levada em conta, quanto a gestão financeira melhorada. Os dois fatores se complementam. 

Para a saúde mental e integral dos colaboradores 

A Vallora tem duas soluções: O VCuida e o Wellhub, vamos conhecer cada uma.

O VCuida, produto próprio da Vallora Benefícios, é uma solução de saúde corporativa que oferece teleconsultas médicas ilimitadas em diversas especialidades, pronto atendimento 24h e quatro atendimentos psicológicos mensais. Garante praticidade no cuidado com a saúde de colaboradores e suas famílias, contribuindo para mais tranquilidade no dia a dia.

Já o Wellhub, é uma plataforma de bem-estar corporativo que reúne academias e estúdios de prática de atividade física com um aplicativo de saúde mental e nutrição, tudo em uma assinatura flexível e integrada. Ele permite que os colaboradores escolham planos que se adaptam às suas preferências, façam pausas ou troquem o plano, e inclui opções presenciais e digitais.

Para a gestão financeira dos colaboradores 

Para momentos de imprevistos financeiros que os colaboradores precisam de crédito, a Vallora fornece a antecipação salarial via cartão de crédito.

A Antecipação Salarial da Vallora oferece aos colaboradores a possibilidade de acessar até 30% do salário antes da data usual, de forma simples e sem burocracias. Utilizando um cartão bandeirado que já vem com limite de antecipação, o desconto é feito automaticamente na folha de pagamento. 

A empresa tem controle online sobre os limites do cartão, pode bloquear ou desbloquear conforme necessário, e os colaboradores podem consultar saldo, extrato, limite e rede credenciada via aplicativo.

Além do grande benefício de auxílio aos colaboradores, ao pagar o salário antecipado, aos colaboradores que queiram, a empresa de certa forma parcela a folha de pagamento. Essa ação melhora o fluxo de caixa e dá mais fôlego financeiro à companhia no início do mês. 

Conclusão

Cuidar da saúde financeira pessoal além de organizar as contas é uma forma preventiva em relação à saúde mental. 

O equilíbrio entre receitas, despesas e planejamento reduz a insegurança e a sobrecarga emocional gerada por dívidas e imprevistos, evitando que preocupações financeiras se transformem em ansiedade, insônia ou depressão. 

Investir em saúde financeira, portanto, é investir em qualidade de vida, autonomia e bem-estar integral. 

As empresas podem ajudar os colaboradores neste processo, ao fornecerem educação financeira e benefícios de saúde mental e crédito para os momentos de emergência. Além de criar um ambiente de diálogo aberto sobre finanças. 

Perguntas Frequentes 

O que é ter saúde financeira?

Ter saúde financeira é ter equilíbrio entre gastos, ganhos e planejamento, garantindo segurança no presente e no futuro.

Quais os pilares da educação financeira? 

Os pilares da educação financeira são: controle de gastos, planejamento do orçamento, formação de reserva de emergência e investimentos para o futuro. Eles ajudam a construir segurança, evitar dívidas e alcançar objetivos de forma sustentável.

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