Não há assunto mais atual, nas discussões dos eventos e pesquisas de RH, do que a busca por produtividade nas empresas e a tentativa vinda dos colaboradores de equilibrar a vida pessoal e profissional, a fim de garantir maior bem-estar no ambiente de trabalho.
Esta pauta parece paradoxal, contudo produtividade não é sempre trabalhar mais, mas sim melhor! E quando as empresas promovem a saúde e bem-estar no trabalho, a produtividade costuma ser consequência natural. Além de atender à ânsia dos colaboradores pelo equilíbrio no trabalho.
Essa preocupação vem de um cenário em que a saúde dos colaboradores é um ponto de atenção. Apenas em 2024, quase meio milhão de brasileiros foram afastados do trabalho por questões de saúde mental, um crescimento de 68% em relação ao ano anterior, segundo dados do INSS.
O impacto vai além do indivíduo: estimativas da Fundação Getúlio Vargas apontam que os afastamentos e a queda de performance associada à saúde mental geram um custo anual de R$ 32 bilhões para as empresas brasileiras.
Ainda, relatórios globais da Organização Mundial da Saúde mostram que o Brasil lidera os índices de ansiedade no mundo, ocupa o 5º lugar em casos de depressão e o 2º em burnout. Neste contexto de sobrecarga e fronteiras cada vez mais tênues entre vida pessoal e profissional, a produtividade não pode mais ser dissociada de saúde e bem-estar no trabalho.
Contudo, a perspectiva é positiva para as empresas atentas ao tema. Ricardo Guerra, CEO do Wellhub, na palestra ROI do Bem-estar, apresentada no CONARH 2025, revela que empresas que investem de forma estruturada em bem-estar conseguem reduzir em até 68% os custos com saúde, diminuir o absenteísmo em 67% e aumentar significativamente indicadores como engajamento e desempenho dos colaboradores.
A produtividade está em risco?
Durante muito tempo, produtividade foi associada exclusivamente a metas, processos e tecnologia. No entanto, como trouxemos na introdução, a queda de desempenho nas empresas pode, em vários casos, estar associada, à saúde mental ruim dos colaboradores.
Somente em 2024, o Brasil registrou 473 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais, um crescimento de 68% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais do INSS. Esse número representa equipes desfalcadas e operações impactadas diretamente pela ausência de profissionais.
Consideramos que nem todo transtorno mental está associado ao ambiente de trabalho, mas que promover a saúde e bem-estar no trabalho evita alguns transtornos de ordem mental como o Burnout e ajuda na melhora de outros, como quadros ansiosos, por exemplo.
Ou seja, não devemos criar alarde e um cenário de produtividade baixa, se este não for o caso da sua empresa. No entanto, o cenário de trabalho no Brasil evidencia que não é possível sustentar altos níveis de produtividade em ambientes que podem adoecer os colaboradores.
As empresas adotarem melhores práticas de saúde e bem estar no trabalho melhora o clima organizacional e reduz o risco operacional de baixa produtividade. A NR 01 serve como guia neste processo, pois com a última mudança incluiu o olhar para saúde mental como um item de segurança do trabalho. Esta começa a ser fiscalizada em maio de 2026.
Ou seja, o tema é importante e urgente!
O que é saúde e bem-estar no trabalho, na prática?
Falar em saúde e bem-estar no trabalho envolve oferecer benefícios. Por exemplo, a telemedicina, aplicativo de academias e terapia. Contudo, vai além da área de benefícios. Trata-se de criar condições para que as pessoas consigam trabalhar bem, de forma sustentável, onde os benefícios corporativos são parte de um plano mais amplo.
Pelas orientações da NR 01 e demais normas reguladoras, o plano envolve a saúde física. Incluindo oferecer ao trabalhador alimentação adequada, seja em refeitório ou pelo vale alimentação/vale refeição, ergonomia no ambiente de trabalho e uso de EPIs necessários. E é também importante o acesso à atividade física.
A atividade física proporcionada pela empresa pode vir a partir de benefícios corporativos como o Wellhub(antigo Gympass), que dá acesso à uma extensa rede de academias e studios, ou mesmo da ginástica laboral no local de trabalho que complementa este cuidado.
A Norma, ainda traz orientações sobre como cuidar da saúde e bem-estar no trabalho no âmbito emocional, o que envolve a carga de demandas, clareza de papéis, evitar o excesso de pressão por resultados, garantia de segurança psicológica e das pausas. E os benefícios de saúde mental como a telemedicina com sessões de psicologia são de grande ganho.
Não ter a segurança física e emocional impacta na saúde e bem-estar no trabalho e consequentemente na capacidade de concentração, a qualidade das entregas e o engajamento dos times.
Por isso, cada vez mais, saúde e bem-estar deixam de ser tratados como ações “de apoio” e passam a ser entendidos como parte da estrutura do trabalho.
Saúde e bem-estar no trabalho traduzida em indicadores de performance
Com a intenção de tornar o tema saúde e bem-estar no trabalho menos subjetivo e mais próximo ao cotidiano do RH, elencamos indicadores de performance organizacional que operacionalizam-no.
A atualização da NR-01, por meio da Portaria MTE nº 765/2025, reforça esse movimento ao exigir que as empresas passem a mapear, monitorar e agir sobre riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
Na prática, isso muda o papel do RH. Não basta apenas oferecer benefícios, é importante medir o impacto e acompanhar se alguma mudança de percurso será necessária
O que entra no radar do RH a partir da NR-01
A norma amplia o olhar para além da segurança física e inclui fatores como:
- estresse e sobrecarga de trabalho
- excesso de demandas e metas irreais
- baixa clareza de papéis
- conflitos interpessoais e assédio
- falta de apoio organizacional
- ausência de pausas e dificuldade de desconexão
Esses elementos afetam diretamente:
- foco
- energia
- engajamento
- capacidade de entrega
Assim: afetam a produtividade.
Como transformar bem-estar em indicadores de gestão
O caminho é integrar saúde e bem-estar no trabalho aos KPIs do RH. Alguns exemplos práticos:
1- Absenteísmo e afastamentos, aumento nessas taxas pode indicar sobrecarga, estresse ou falhas na gestão do trabalho;
2- Turnover voluntário, alta rotatividade de funcionários pode ser indício que o ambiente de trabalho não é saudável;
3- Metas em pesquisa de clima, ao enviar pesquisas de clima para a empresa, o RH pode estabelecer metas de indicadores a serem atingidos e planos de ação para isso, além de só mapear como está o clima;
4- Adesão aos benefícios de saúde e bem-estar, entender se os colaboradores realmente usam os benefícios que a empresa fornece.
Fatores do ambiente de trabalho que impactam a saúde e bem-estar no trabalho
Quando o assunto é saúde e bem-estar no trabalho, o ponto de partida não está no indivíduo, mas no ambiente. Grande parte do desgaste emocional dos colaboradores poderia ser evitado, pois surge da forma como o trabalho é organizado.
Um dos fatores críticos é a sobrecarga de estímulos. Excesso de reuniões, mensagens constantes e falta de prioridades claras, que reduzem a capacidade de concentração ao longo do dia. Com o tempo, isso afeta diretamente a qualidade das entregas e o engajamento dos times.
A organização das demandas também tem peso significativo. Metas pouco realistas, acúmulo de tarefas e jornadas extensas criam um estado contínuo de pressão. Esse cenário favorece o cansaço crônico e o desânimo com a empresa.
Outro ponto determinante é a qualidade das relações e da liderança. Ambientes onde não há espaço para diálogo, escuta e confiança tendem a gerar mais conflitos e insegurança. Já contextos com segurança psicológica favorecem a colaboração, aprendizado e senso de pertencimento.
O papel estratégico do RH na construção de ambientes mais produtivos
Como vimos até aqui, o bem-estar no trabalho não é uma ação pontual. É uma sequência de adequações e ações que devem se tornar culturais na companhia. E o RH é quem leva para a empresa este plano de ação de melhorias e o conecta à produtividade.
Portanto, os ambientes mais produtivos são aqueles que permitem foco, energia e clareza no dia a dia. Isso passa pela organização do trabalho, pela qualidade da liderança e pela segurança psicológica dos times.
Nesse contexto, o papel do RH é estruturar iniciativas de bem-estar, acompanhar os indicadores e garantir a coerência entre discurso e prática na empresa.
Quando o RH assume esse protagonismo, a saúde e bem-estar no trabalho deixam de ser vistos como custo e passam a ser reconhecidos como uma alavanca de performance sustentável.
Como a Vallora ajuda empresas a transformar a saúde bem-estar em resultado
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Dentro desse ecossistema, o Wellhub se destaca por oferecer uma abordagem completa de bem-estar e ter grande impacto na produtividade dos colaboradores. A solução integra acesso a atividade física, saúde mental, nutrição e autocuidado, permitindo que cada colaborador escolha o que faz mais sentido para sua rotina e momento de vida.
Também a solução de telemedicina VCuida, própria da Vallora, oferece aos colaboradores das empresas, consultas online ilimitadas com 27 especialidades, pronto atendimento 24h e 4 sessões de terapia por mês, sem custo extra.
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