Como a gestão de benefícios pode melhorar o engajamento e retenção de talentos no ano de 2026 e quais benefícios estão em alta?
No Brasil, o cenário mais comum para as empresas que oferecem benefícios além do vale transporte obrigatório por lei, é o seguinte pacote: vale transporte (VT) + benefício de alimentação (VA ou VR) + plano de saúde, essa costuma ser também a prioridade das companhias a nível global, sobretudo por fatores econômicos que as impedem de ampliar o pacote de benefícios.
A pesquisa Global State of Benefits Report 2025, organizada pela plataforma Ben e baseada em dados de mais de 1500 equipes de RH do mundo todo, mostra um aumento nos gastos com medical insurance (seguro saúde correspondente ao plano de saúde), e consequentemente uma queda nos gastos com benefícios de bem-estar, entre 2022 e 2024. A pesquisa sugere a mesma tendência para 2025, ano em que foi lançada, e anos posteriores.
Neste caso, diante do orçamento limitado, a prioridade é garantir os benefícios que agregam maior valor.
O que este e outros relatórios trazem em comum e apontam nossa primeira tendência para 2026 é garantir o equilíbrio entre custo e valor percebido. Precisamos, então, entender como trabalhar a gestão de benefícios para agregar mais valor com o mesmo orçamento. Seja acrescentando novos benefícios e tirando alguns ou engajando os colaboradores com os já existentes
A flexibilidade, saúde mental e cuidado integral do corpo, que foram pauta em 2025 continuam sendo tendências para 2026. No tema de gestão de benefícios vamos olhar para flexibilidade no sentido dos colaboradores escolherem seus próprios benefícios, mas como tornar viável?
Siga a leitura e descubra!
Vantagens de contratar novos benefícios em 2026
A contratação de novos benefícios no próximo ano, não significa aumentar o orçamento para benefícios corporativos e sim rever o pacote adotado pela empresa.
O maior motivo para repensar o pacote de benefícios é o baixo engajamento dos colaboradores, um desafio das empresas brasileiras e latino-americanas no geral. Segundo o relatório State of the Global Workplace 2025, da Gallup, apenas 31% dos profissionais da América Latina e Caribe estão engajados no trabalho.
Isso significa que mais de dois terços dos colaboradores estão desengajados, o que afeta diretamente produtividade, clima organizacional, absenteísmo e retenção.
É nesse contexto que os benefícios corporativos surgem como uma das ferramentas para melhorar esse cenário. Benefícios alinhados às necessidades reais dos colaboradores influenciam diretamente a percepção de valor da empresa, fortalecem o vínculo com o trabalho e reduzem o turnover.
Principais tendências em benefícios para 2026
As empresas com melhor sucesso na gestão de benefícios em 2026 serão aquelas que conseguem manter um bom engajamento e clima organizacional equilibrando o orçamento e gastos da companhia.
Pois, sabemos que tendo recursos ilimitados seria muito simples a contratação de benefícios. Entretanto, a regra é entender quais são mais valorosos para a empresa e darão melhor retorno no engajamento e satisfação dos funcionários.
Dado este contexto, as tendências não giram em torno apenas de novos benefícios mas também em “regras” de gestão.
Conheça as 4 tendências mapeadas pela Vallora a partir do estudo de relatórios internacionais
1- Personalização de benefícios
O Global State of Benefits Report 2025, mostra que as organizações estão reconhecendo que seus colaboradores têm necessidades diferentes, e por isso estão ampliando o portfólio de benefícios por adesão. O relatório destaca que as empresas estão oferecendo uma variedade maior de benefícios opcionais para que cada pessoa possa optar pelo que funciona melhor para si, a um custo baixo para a empresa e altamente flexível ao colaborador.
No Brasil, essa tendência já aparece em empresas que disponibilizam benefícios de academias, planos de saúde pet, plano odontológico, descontos em educação continuada para promoção de upskilling e serviços de bem-estar. Todos estes benefícios o colaborador opta por aderir ou não e podem ter um custo descontado na folha de pagamento.
Percebemos que os funcionários valorizam cada vez mais benefícios customizáveis, que se adaptam ao seu estilo de vida.
2- Revisão inteligente de pacotes: maximizar valor com o mesmo orçamento
Conforme aponta a WTW no relatório Recalibrating employee benefits: How companies are delivering value in a cost-constrained world (2025), a grande maioria dos empregadores hoje vê o aumento dos custos de benefícios como uma das maiores preocupações, fato evidente quando 58% citam que os custos crescentes foi principal desafio de 2025.
Esse contexto faz com que muitas organizações deixem de simplesmente adicionar mais benefícios e passem a rever o que já oferecem, ou seja, realocar o orçamento disponível para benefícios de maior impacto e valor percebido pelos colaboradores. Ter um melhor balanço entre custo e valor, tema apontado no estudo Aon Global Benefits Trends
Por que essa revisão é uma tendência para 2026?
- Foco em valor, não em volume: O relatório da Aon mostra que o valor percebido pelos funcionários subiu dramaticamente no ranking de prioridades estratégicas das empresas em 2025. Isso significa que não basta ter muitos benefícios é preciso que eles realmente importem para quem os recebe.
- Custo sob controle + benefícios eficazes: Como custos com saúde e outros benefícios tradicionais crescem rapidamente, manter o mesmo orçamento sem comprometer o apoio aos colaboradores exige eficiência. Segundo a WTW, empresas estão renegociando contratos com fornecedores, adotando redes preferenciais ou novos modelos de precificação, para garantir benefícios com melhor custo-benefício.
- Prioridade para o que realmente importa: Essas revisões geralmente privilegiam benefícios que fazem diferença no dia a dia das pessoas: saúde, bem-estar emocional e financeiro, no lugar de benefícios pouco utilizados.
- Podem incluir novos benefícios de baixo custo e alto valor agregado para alguns nichos de colaboradores, é o caso dos benefícios por adesão que comentamos na personalização de benefícios.
Vallora Benefícios entra como parceira estratégica
É exatamente nessa revisão inteligente que a Vallora Benefícios tem papel estratégico. Como um hub de benefícios, a Vallora pode ajudar empresas a:
- Identificar quais benefícios têm maior valor percebido pelos colaboradores;
- cotar fornecedores diferentes para cada tipo de benefício, garantindo o melhor custo-benefício;
- montar pacotes customizados ou revisados que maximizem o impacto sem ampliar o custo;
- oferecer uma gestão de benefícios mais eficiente e transparente, alinhada às prioridades da empresa e das pessoas.
Se a sua empresa quer fazer mais com o mesmo orçamento oferecendo o que realmente importa, entre em contato com o nosso time para fazermos um diagnóstico gratuito de benefícios e montarmos um pacote otimizado para 2026.
3- Auxílio home-office / Suporte ao trabalho híbrido e remoto
Com a consolidação dos modelos híbridos e totalmente remotos, empresas passaram a reconhecer que oferecer flexibilidade não é mais um diferencial, é uma expectativa de vários colaboradores.
Para sustentar essa dinâmica, organizações estão estruturando políticas formais de suporte ao home office, incluindo ajuda de custo para internet, energia, ergonomia e equipamentos, além de flexibilizar jornadas e permitir que cada pessoa adapte sua rotina ao formato que melhor equilibra produtividade e bem-estar.
Essa tendência também ampliou o uso de benefícios específicos para o trabalho remoto, o auxílio home-office que tende a crescer, pode ser pago pelo cartão de benefício flexível ou diretamente na folha de pagamento.
4- Suporte a saúde mental como parte do pacote básico de benefícios
O mercado de benefícios corporativos caminha para tornar o suporte à saúde mental uma oferta padrão, quase um item obrigatório, não mais um extra ou diferencial.
Segundo o painel Paychex de tendências para 2026, soluções focadas em saúde mental como teleterapia deixarão de ser exceção e se firmarão como parte central do pacote de benefícios das empresas.
Por esse motivo, plataformas como Weelhub e VCuida, que oferecem sessões de terapia e apoio psicológico, passam a ganhar protagonismo. Oferecê-las demonstra que a empresa valoriza o bem-estar integral dos colaboradores, contribuindo para maior engajamento e manutenção da saúde emocional no trabalho.
Outras apostas para gestão de pessoas em 2026
A primeira grande aposta é a automação inteligente aplicada ao RH. Ferramentas de IA generativa, analytics preditivo e automação de rotinas devem assumir cada vez mais tarefas operacionais, como triagem de currículos, análises de performance, mapeamento de competências e criação de trilhas de desenvolvimento liberando tempo dos times de Gente & Gestão para atividades estratégicas, como cultura e desenvolvimento humano.
Outro movimento forte é a gestão orientada por dados, com RHs estruturando decisões com métricas de produtividade, clima, engajamento, rotatividade e skills gaps. Essa profissionalização do RH coloca as empresas em posição de antecipar riscos (como turnover) e acelerar decisões que antes eram tomadas por percepção.
Também ganha força a experiência do colaborador como prioridade estratégica. Isso inclui desde onboarding digital, feedback contínuo, até comunicações segmentadas e os benefícios personalizáveis que já falamos.
Por fim, 2026 tende a consolidar práticas como trabalho assíncrono e cada vez mais remoto, equipes distribuídas e qualificação contínua com foco em novas tecnologias. Empresas que adotarem esses movimentos estarão mais preparadas para competir em um mercado dinâmico, digital e orientado a pessoas.
Conclusão
As tendências apresentadas mostram que a gestão de benefícios caminha para um modelo mais flexível, personalizado e focado em valor percebido. Revisar o pacote atual, equilibrar custos, oferecer opções por adesão, apoiar modelos híbridos e incorporar saúde mental ao pacote de benefícios padrão se tornam movimentos estratégicos para melhorar o engajamento e satisfação dos funcionários.
As empresas buscam fortalecer a experiência do colaborador e usam os benefícios como aliados na retenção de talentos. Trata-se de ajustar o que já existe, fazer escolhas mais inteligentes e direcionar os recursos para aquilo que realmente importa para as pessoas.





